Relação entre objecto, objectivos e métodos de estudo da Psicologia da Motivação

1.      Introdução

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O presente trabalho tem em vista trazer uma série de conceitos de motivação com base em diferentes autores e em diferentes perspectivas. Ainda, no mesmo trabalho trago uma relação sintética entre o objecto, objectivos e métodos de estudo em psicologia da motivação.

A psicologia é considerada uma ciência porque usa método, objectivos, procedimentos e princípios específicos. Neste sentido, no que diz respeito às teorias psicológicas e seus respectivos métodos, apresentam-se tão complexas quanto à questão do seu objecto.

A motivação é um dos temas actuais mais discutidos e estudados em gestão de pessoas e no Processo de Ensino e Aprendizagem, mas mesmo assim continua como um dos aspectos mais preocupantes do quotidiano.

2.      Conceito de motivação segundo diferentes autores

Motivação, assim como aprendizagem, é um termo largamente usado em compêndio de psicologia e, como aprendizagem, é usado em diferentes contextos com diferentes significados. Vernon (1973) na primeira página do primeiro capítulo de seu livro “Motivação Humana” referencia que:

“A motivação é encarada como uma espécie de força interna que emerge, regula e sustenta todas as nossas acções mais importantes. Contudo, é evidente que motivação é uma experiência interna que não pode ser estudada directamente”.(Vernon, 1973, p.11).

“Motivação: o termo geral que descreve o comportamento regulado por necessidade e instinto com respeito a objectivos”. (Deese, 1964, p. 404).

“… a motivação é o conjunto de mecanismos biológicos e psicológicos que possibilitam o desencadear da acção, da orientação (para uma meta ou, ao contrário, para se afastar dela) e, enfim, da intensidade e da persistência: quanto mais motivada a pessoa está, mais persistente e maior é a actividade”. (Lieury e Fenouillet, 2000, p. 9).

“A motivação tem sido entendida ora como um factor psicológico, ou conjunto de factores, ora como um processo. Existe um consenso generalizado entre os autores quanto à dinâmica desses factores psicológicos ou do processo, em qualquer actividade humana. Eles levam a uma escolha, instigam, fazem iniciar um comportamento direccionado a um objectivo…”.(Bzuneck, 2004, p. 9).

Actualmente, a organização vem enfatizando cada vez mais o assunto sobre a motivação pessoal. em razão do destaque deste assunto na literatura administrativa temos os mais diversas conceituações e aplicações da motivação no ambiente de trabalho, porém o sentido da palavra motivação provem do latim, é o que afirma Maximiniano (2004, p. 14) “A palavra motivação deriva do latim motivus, movere, que significa mover. O seu sentido original, fundamenta-se no processo no qual o comportamento é incentivado ou estimulado por algum motivo ou razão”.

Pode-se analisar que o autor refere-se à motivação como a mola propulsora que contribui para a realização de um determinado desejo, sendo o motivo e a emoção o segredo do entusiasmo na realização de algum objectivo.

A motivação é um aspecto intrínseco às pessoas, pois ninguém pode motivar ninguém. A mesma passa a ser entendida como fenómeno comportamental único e natural e vem da importância que cada um dá ao seu trabalho, do significado que é atribuído a cada actividade desse trabalho e que cada pessoa busca o seu próprio referencial de auto-estima e auto identidade (BERGAMINI, 1997, p.54).

Montana (1999, p. 203) diz que motivação é o “processo de estimular um indivíduo para que tome acções que irão preencher uma necessidade ou realizar uma meta desejada”.

Segundo Chiavenato (2004) a motivação está relacionada com três aspectos:

– A direcção do comportamento (objectivo);

– A força e a intensidade do comportamento (esforço); e

– A duração e persistência do comportamento (necessidade).

Os três elementos fundamentais na nossa definição de motivação são: objectivos organizacionais, esforço e necessidade individuais.

Quando uma pessoa esta motivada, ela tenta trabalhar mais arduamente. Contudo, altos níveis de esforço nem sempre conduzem a um desempenho ou resultado favorável, a menos que o esforço seja canalizado na direcção que possa beneficiar a organização.

A autora Bock (1999, p. 120) destaca que a motivação continua sendo um complexo tema para a Psicologia e, particularmente, para as teorias de aprendizagem e ensino.

A motivação é, portanto, o processo que mobiliza o organismo para a acção, a partir de uma relação estabelecida entre o ambiente, a necessidade e o objecto de satisfação. Isso significa que, na base da motivação, está sempre um organismo que apresenta uma necessidade, um desejo, uma intenção, um interesse, uma vontade ou uma predisposição para agir. A motivação está também incluída o ambiente que estimula o organismo e que oferece o objecto de satisfação. E, por fim, na motivação está incluído o objecto que aparece como a possibilidade de satisfação da necessidade. (BOCK, 1999, p. 121)

Uma das grandes virtudes da motivação é melhorar a atenção e a concentração, nessa perspectiva pode-se dizer que a motivação é a força que move o sujeito a realizar actividades.

A motivação escolar constitui, actualmente, uma área de investigação que, na opinião de Gutiérrez (1986), permite, com alguma relevância, explicar, prever e orientar a conduta do aluno em contexto escolar. A forma como os indivíduos explicam os seus êxitos e fracassos relaciona-se com a sua motivação, a qual denota geralmente um factor ou factores que levam a pessoa a agir em determinada direcção (Weiner, 1979; Bzuneck, 2001).

3.      Relação entre objecto, objectivos e métodos de estudo da psicologia da motivação

Psicologia da Motivação compreende o estudo do comportamento do indivíduo suportado por suas motivações. Esta abordagem permite compreender como os seres humanos, em determinadas e diferentes situações, são motivados ou não a acção.

É certo que cada pessoa tem seu próprio modo de compreender os impulsos, externos e internos, afinal, somos seres únicos com experiências únicas e, estas moldam nossa personalidade e consequentemente nossos comportamentos.

A psicologia é considerada uma ciência porque usa método, objectivos, procedimentos e princípios específicos. Neste sentido, no que diz respeito às teorias psicológicas e seus respectivos métodos, apresentam-se tão complexas quanto à questão do seu objecto.

A psicologia tal como a psicologia de motivação têm como objectivos:

  • Descrever uma determinada situação, que se traduz num certo comportamento ou num problema mental específico;
  • Procura explicações para os fenómenos descritos;
  • Procura fazer previsões sobre a possibilidade de se virem a verificar certos comportamentos ou a desenvolver determinados processos mentais;
  • Procura controlar a ocorrência de futuros comportamentos ou processos mentais.

A psicologia da motivação para a sua produção precisa de encontrar e definir todo um conjunto de processos que permitam a compreensão e a explicação apropriadas e rigorosas do seu objecto. Ainda quando falamos de objecto de estudo, estamos a falar de um campo de investigação de uma ciência, o conjunto de problemas específicos de que se ocupa, nesse caso a conduta e os processos mentais para o caso da psicologia.

A escolha de um método em psicologia da motivação dependerá em grande medida dos objectivos, que se tenham em vista atingir.

4.      Conclusão

Com este trabalho aprendi que a motivação é o resultado da interacção entre o indivíduo e a situação. Certamente, indivíduos diferem em seus impulsos motivacionais básicos. Motivação é o impulso interno que nos leva à acção e está directamente ligada aos nossos desejos, necessidades e vontades. Há uma enorme controvérsia dentro da psicologia sobre como funcionam os mecanismos da motivação; e isso por uma razão muito simples: a motivação é uma das chaves para a compreensão do comportamento humano; age sobre o pensamento, a atenção, a emoção e a acção. Envolve anseios, desejo, esforço, sonho e esperanças.

Em todos os tempos a motivação pessoal ocupou e ocupa um papel muito importante na vida de todos os seres humanos. Ela faz parte de nossa vida diária. Tanto em nossa vida particular quanto em nossa vida profissional a motivação tem um papel fundamental. Se uma pessoa está motivada ela se anima a fazer muitas coisas que vão lhe beneficiar.

5.      Bibliografia

  • BERGAMINI, C. W. Desenvolvimento de recursos humanos: uma estratégia de desenvolvimento organizacional. São Paulo: Atlas, 1997;
  • BOCK, A. M. B. Psicologias: uma introdução ao estudo de Psicologia. 13ªed. São Paulo: Saraiva, 1999;
  • Bzuneck, J. A. A motivação do aluno: aspectos introdutórios. Em: E. Boruchovitch e J. A. Bzuneck (Orgs.) , 3ª. Edição, Petrópolis: Vozes, 2004;
  • CHIAVENATO, I. Administração nos Novos Tempos. 2 ªed. Rio de Janeiro: Campus, 2004;
  • Deese, J.Principles of psychology. Boston: Allyn & Bacon, 1964;
  • Gutiérrez, I. G. (1986). La motivacion escolar: determinantes sociologicos y psicologicos del rendimiento. In Juan Mayor (Dir.). Sociologia y psicologia                   social de la educacion. Madrid: Ediciones Anaya.
  • MAXIMIANO, A. Teoria geral da administração. São Paulo. Editora Atlas, 2004;
  • MONTANA, P. Administração. São Paulo: Saraiva, 1999;
  • Vernon, M. D. Motivação Humana. Tradução de L. C. Lucchetti. Petrópolis: Vozes, 1973;
  • Weiner, B.A theory of motivation for some classroom experiences. Journal of Educational Psychology , 1979;
  • http://espacoescolar.com.br/geral/a-importancia-da-motivacao-no-processo-da-aprendizagem/;
  • http://www.cefopna.edu.pt/revista/revista_03/es_05_03_FR.htm.
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