Positivismo e o Elementarismo

1.      INTRODUÇÃO

 

 O presente trabalho, tem como objectivo apresentar uma resenha da Psicologia científica, debruçando do positivismo e o Elementarismo como correntes do pensamento que deram seu contributo para o desenvolvimento da psicologia como ciência. A psicologia moderna nasceu na Alemanha no final do século XIX, Wundt, Weber e Fechner trabalharam juntos na Universidade de Leipzig e seu status de ciência é obtido á medida que se liberta da Filosofia e desta maneira sob novos padrões de produção de conhecimento.

Os pioneiros da Psicologia procuraram, dentro das possibilidades, atingir tais critério formulando teorias. Entretanto os conhecimentos produzidos inicialmente caracterizaram-se, muito mais, como postura metodológica que norteava a pesquisa e a construção teórica. Embora a Psicologia científica tenha nascido na Alemanha, é nos Estados Unidos que ela encontra campo para um rápido crescimento, resultado do grande avanço económico que colocou os Estados Unidos na vanguarda do sistema capitalista.

 

 

 

 2.      O POSITIVISMO

 

Contextualização

Positivismo: Teoria de Auguste Comte (1798-1857),  que, no século XIX, considerava a ciência como a forma superior, a mais adiantada do conhecimento humano. (Dicionário de Psicologia, 1996)

Segundo VIANA (2006:24) Positivismo é uma doutrina que postula entre outras coisas, a necessidade de utilizar o modelo das ciências naturais e aplicá-lo ao estudo da sociedade.

O positivismo foi uma grande corrente de pensamento que durante o século XIX teve uma repercussão na Europa, tendo como seu principal teórico Augusto Comte e assentava-se na ideia de que a ciência é o nosso único meio de construção do conhecimento verdadeiro, ou seja, pregava uma espécie de primazia da ciência em detrimento de outras formas do conhecimento humano. Essa doutrina afirma que o único conhecimento autêntico é o conhecimento científico: público (diretamente observável), empírico e quantificável e o conhecimento se baseia na observação e na experiência.

Baseado no enorme avanço que as ciências naturais vinham conquistando, o positivismo vai encontrar nessas ciências o único método de conhecer digno de confiança, qual seja: a construção de leis que possam explicar os fatos. A pretensão do positivismo foi estender tal método para os estudos humanos e sociais. O que significa dizer que os fenómenos humanos e sociais seriam, assim como os fenómenos naturais, submetidos a um único método científico.

 

2.1.Principais representantes

Os principais representantes do movimento positivista foram: Auguste Comte (1798-1857), na França, considerado o “pai” da sociologia; John Stuart Mill (1806-1873) e Hebert Spencer (1820-1903), na Inglaterra; Jakob Moleschott (1822-1893), Ernst Heckel (1834-1919), na Alemanha; Roberto Argidò, na Itália. Exporemos aqui alguns aspectos dos pensamentos de Auguste Comte e John Stuart Mill, por considerarmos, dentre tais representantes, aqueles que, de imediato, mais expressam o movimento positivista quanto ao aspecto da relação entre as ciências naturais e as ciências humanas.

2.1.1.      AUGUSTE COMTE (1798-1857) E A TEORIA POSITIVISTA

Auguste Comte (1798-1857) é um pensador inteiramente conservador, ou seja, um defensor sem ambiguidades da nova sociedade. Ao se deparar com o profundo caos social na França do séc. XIX, se propõe a pensar sobre a sociedade de forma científica com objectivo de restabelecer a coesão e equilíbrio social.

Comte publicou a obra Curso de Filosofia positiva, fazendo um resumo da história das ciências físicas e biológicas e pretendendo fornecer os fundamentos de uma filosofia positiva, que seria, segundo ele, a única base sólida a partir da qual se poderia alcançar uma reorganização social que desse fim à “crise política e moral” em que se encontrava a sociedade de sua época.

2.1.1.1.A lei dos três estados

A lei dos três estados é o ponto de partida de Comte para expor seu pensamento. Ao estudar o que denomina de desenvolvimento total da inteligência humana, em seus mais diversos âmbitos, elaborou a chamada doutrina ou lei dos três estágios ou estados, segundo a qual passamos, nos tempos antigos, pelo estado teológico, depois, na idade moderna, pelo metafísico e, no presente, rumamos para o estado positivo ou científico,o primeiro é provisório, o segundo transitório e o terceiro definitivo.” Cada um desses estágios era modelado por um conjunto de concepções, valores, opiniões e “mentalidades”, próprios, distintos uns dos outros.

O estado teológico

 

é concebido por Comte como sendo provisório e preparatório, e é caracterizado por uma forma de pensar ainda mitológica, em que o espírito humano busca explicações para os fenómenos em entidades sobrenaturais. Não é à toa que Comte também denomina esse estado de fictício, pois, como parece transparecer, ele representa um momento em que o espírito humano está voltado, ainda, para uma explicação da realidade que é fruto de uma especulação fantasiosa e não do uso “racional” da razão humana. O estado teológico possui, segundo Comte, três fases consecutivas: o fetichismo, o politeísmo e o monoteísmo. A primeira, é aquela em que o homem atribui aos corpos exteriores vida semelhante à sua, embora com poderes mais elevados; um exemplo é a adoração aos astros; a segunda, é aquela em que o espírito teológico começa a fazer uso, mais propriamente, da imaginação especulativa; essa fase marca a passagem “…em que a vida é finalmente retirada dos objectos materiais, para ser misteriosamente transportada para os diversos seres fictícios, habitualmente invisíveis…”3, e com intervenção directa nos fenómenos exteriores, inclusive nos fenómenos humanos. A terceira e última fase marca o declínio da filosofia teológica; nela a razão começa a restringir o domínio da imaginação, característico da fase anterior, e passa a cultivar o sentimento universal de sujeitar os fenómenos naturais a leis imutáveis.

 

estado metafísico ou Ontológico

 

O estado metafísico ou ontológico, como foi falado anteriormente, é a etapa de transição entre os estados teológico e positivo, e representa, conforme Comte, nada mais do que uma modificação do primeiro estado. Nele, “… os agentes sobrenaturais são substituídos por forças abstractas, verdadeiras entidades (abstracções personificadas) inerentes aos diversos seres do mundo, e concebidas como capazes de engendrar por elas próprias todos os fenómenos observados…”. Desse modo, no estado metafísico o espírito humano está voltado, essencialmente, para a explicação da natureza dos seres, sua origem, bem como o destino de todas as coisas. Em um tal estado não predomina mais a pura imaginação, mas também não se está, ainda, sobre o domínio da verdadeira observação. No entanto, a razão começa a se preparar para o exercício verdadeiramente científico, como salienta Comte. Daí porque é necessário afastar a metafísica da discussão sobre a ciência: é necessário que ela deixe de existir para dar lugar ao conhecimento dito verdadeiramente científico.

 

O estado positivo

 

O estado positivo, tido por Comte como estado de virilidade da nossa inteligência, representa uma ruptura radical com a postura metafísica. As questões filosóficas tradicionais que nortearam séculos de discussão, como a origem e destino das coisas, bem como a sua essência, etc., são substituídas por questões que remontam directamente ao observável. Com efeito, o importante nesse estado não é conhecer as causas dos fenómenos, mas pesquisar, através da observação, as leis que explicam as relações existentes entre eles. O estado positivo, portanto, é o estado científico. Seria o momento do pensamento em que o conhecimento científico teria alcançado sua mais alta perfeição, a ponto de servir de modelo para a reorganização da sociedade como um todo.

2.1.2.      John Stuart MILL (1806-1873): A lógica das ciências morais

 

John Stuart Mill (1806-1873), principal representante do positivismo inglês, defensor de uma corrente empirista do conhecimento, conferiu grande parte de suas investigações às ciências humanas (por ele denominadas “ciências morais”). Sua intenção era fornecer uma explicação plausível da possibilidade da aplicação do método positivo em tais ciências, apresenta sua posição no que diz respeito a fundamentação do estudo dos fenómenos humanos e sociais como ciência. A idéia defendida por ele é que as ciências morais (ou humanas) não são possuidoras de uma lógica própria, mas empregam os princípios metodológicos já empregados pelas ciências naturais, isto é, Mill considera as ciências morais, assim como Comte considera a sociologia, como parte das ciências naturais, visto que elas, de modo semelhante a estas últimas, almejam conhecer as causas e efeitos dos fenómenos que estudam. Afirma, ainda, que o estado de atraso em que se encontra as ciências morais só pode ser alterado com a aplicação dos métodos da ciência física a elas.

 

2.1.2.1.A possibilidade de uma ciência da natureza humana

 

Logo no início da “Lógica das ciências morais” Mill levanta um questionamento acerca da possibilidade das acções humanas estarem sujeitas à lei da causalidade, pois, o estatuto de “ciência” é destinado àquelas investigações em que há um conhecimento das regularidades nas manifestações dos fenómenos estudados. Assim, só será possível uma ciência da natureza humana, se os fenómenos estudados por ela, as acções humanas, forem passíveis de sujeição à lei da causalidade. Nota-se aqui, que há uma certa diferença nas abordagens de Comte e Mill: para o primeiro a característica mais importante da actividade científica é a produção de leis capazes de explicar os fatos, enquanto para o segundo é o conhecimento da causa e dos efeitos desses fatos. Esse é um detalhe importante para percebermos que, não obstante esses dois filósofos fazerem parte do movimento positivista, as suas abordagens diferem em alguns aspectos.

Mill, assim como Comte, concebe as acções humanas ao modo dos eventos físicos. Nas ciências humanas as predições seriam, como nas ciências naturais, infalíveis, e, consequentemente, estariam sujeitas a leis invariáveis. Essa forma de conceber as ciências humanas é, portanto, uma marca característica de todo o movimento positivista.

A ideia de que é objecto de ciência aquilo de que temos um conhecimento exacto, começa segundo acreditamos, a ser superada no pensamento de Mill, na medida em que ele admite a possibilidade de ciências que não sejam exactas, isto é, ciências que não têm um domínio total das leis que regem os fenómenos por elas estudados. Vale salientar, no entanto, que embora possa haver ciências que não sejam exactas, esse não é, conforme Mill, o objectivo do empreendimento científico. Pelo contrário, toda ciência visa atingir um conhecimento certo. A astronomia, por exemplo, foi uma ciência não exacta, que posteriormente veio a se tornar exacta.

Mill faz a distinção entre fenómenos da mente e Leis da Mente, afirmando que os primeiros são os vários sentimentos de nossa natureza, tanto os que são de maneira imprópria chamados de físicos, como as sensações, quanto os propriamente chamados mentais; as segundas, por sua vez, são as leis a partir das quais esses sentimentos são causados. Os estados (ou sentimentos) da mente, segundo ele, são causados ou por outros estados da mente, ou por estados do corpo. No primeiro caso, a lei concernente é uma Lei da Mente; no segundo a lei é, o que ele chama, uma Lei do Corpo, pertencente, por conseguinte, à ciência física. Mill vai então falar de uma Ciência da Mente, cujo objectivo é estudar as uniformidades de sucessão entre os estados da mente, que, no seu entender, podem ser estabelecidas através de observação e experimento. Tal ciência é a psicologia.

 

2.2.Contribuições da corrente positivista para o estudo da psicologia

 

Uma grande crítica foi feita a Comte por não haver consagrado a psicologia em sua classificação das ciências. Porém analisado a história da psicologia verificamos que a mesma ganhou o status de ciência com o Laboratório de Wundt somente no final do século XIX.

A Psicologia na época estava resumida ao problema da origem das ideias e tentativa de provar a existência da Alma, era essa psicologia que Comte afastava dos conhecimentos positivos. Essa psicologia ainda estava muito ligadas as ideias de Santo Agostinho, São Tomás de Aquino e Descartes. Comte ligava uma parte dos factos psicológicos, as funções orgânicas e outros factos serem decorrentes dos factos sociais.

 Dizia ainda que não seria possível do homem observar suas próprias operações intelectuais, ele apenas pode observar os órgãos (com excepção do pensante) e os resultados colocando assim a importância da ciência na própria psicologia, e que não é admissível a psicologia, quando considerada o estudo da psique humana, não levar em conta as considerações do exterior. Em suma para Comte, a Psicologia para progredir deveria achar dois princípios de explicação: o organismo humano e meio social.

 

2.3. Contribuições da corrente positivista para o desenvolvimento da psicologia como ciência

Auguste Comte tentou fornecer os fundamentos de uma filosofia positiva que viesse a promover uma reestruturação da ordem social. O seu ponto de partida é a lei dos três estados, que ele diz ter descoberto a partir de um estudo do desenvolvimento total da inteligência humana. Tais estados são: o teológico, o metafísico, e o positivo. O estado teológico é provisório e consiste em um modo de pensar mitológico; nele as explicações para todos os fenómenos são dadas recorrendo-se a entidades sobrenaturais; o estado metafísico, por sua vez, representa somente uma etapa de transição entre os estados teológico e positivo; nele as entidades sobrenaturais são substituídas por entidades metafísicas, de sorte que as explicações se voltam para a natureza dos seres, sua origem e o destino de todas as coisas. O último estado, o positivo, representa o momento de ruptura com o estado metafísico, pois todas as questões de cunho metafísico são substituídas por questões relacionadas à observação; em tal estado o importante é a descoberta de leis que possam explicar os fenómenos, tendo por base a observação directa. Este seria, segundo Comte, o momento em que o pensamento humano teria alcançado a sua mais alta perfeição, o conhecimento científico.

Há pelo menos três questões importantes que merecem destaque nessas ideias. Primeiro, Comte parte da pressuposição de que há uma ordem no mundo capturável por leis, quando afirma ter descoberto uma lei fundamental do desenvolvimento da inteligência humana. Ora, que ordem é essa a não ser uma ordem metafísica? Como, então, explicar o anseio do filósofo em afastar definitivamente as questões metafísicas do conhecimento científico? Essa é, pois, outra questão que merece destaque. A metafísica é vista por Comte como mera etapa de transição em nosso conhecimento, não tendo qualquer outra utilidade. Comte parece, com isso, desconsiderar a importância da metafísica enquanto concepção filosófica que, assim como outras concepções, busca explicações para a realidade. Com efeito, a ideia de que o estado positivo é o mais elevado porque coincide com o alcance do conhecimento científico, não elimina a importância da metafísica, pois, conforme pensamos, tanto a ciência quanto a metafísica representam modos distintos de compreensão da realidade, e por isso não podemos dizer que uma é correcta e outra não, o que não nos impede de eleger uma ou outra como aquela que melhor representa os nossos anseios filosóficos.

Outra questão importante é que, no compreender de Comte, a ciência tem como finalidade descobrir leis através do método da observação, portanto, a ciência teria início com a observação e seria empírica. Todavia sabemos hoje, através de filósofos da ciência como Popper, Lakatos, Thomas Kuhn, etc., que a ciência mais do que empírica é teórica, pois é fruto de nossas conjecturas, isto é, de nossas suposições sobre o mundo. Com efeito, diz Popper,

“… as teorias científicas não resultam da observação; são de modo geral, produtos da nossa capacidade de formular mitos, e de testes. Os testes se apoiam em parte na observação (…), mas sua função não é produzir teorias…” (POPPER, Karl. Conjecturas e refutações. 1982, p.154.)

Contudo esta corrente teve seu contributo relevante, com a justificação do uso do método científico em psicologia e definição dos postulados de raciocínio a partir do movimento.

 

 

  

3.      ELEMENTARISMO

 

3.1.Principais representantes

Os principais representantes do elementarismo foram: Wilhelm Wundt (1832-1920) e Edward Bradford Titchener (1867-1927).

Edward Bradford Titchener (1867-1927)

Foi um psicólogo Britânico, estudou em Leipzing, Alemanha com o mestre Wundt. Alterou o sistema de Wundt, enquanto jurava ser um seguidor leal. Ele propôs uma nova abordagem que designou estruturalismo e afirmou que esta apresentava uma forma de Psicologia postulada por Wundt, contudo, os dois sistemas são diferentes e o rótulo de estruturalismo só pode ser aplicado á concepção de Titchener.

Wilhelm Maximilian Wundt (1832-1920)

 Foi um médico, filósofo e psicólogo alemão. É considerado um dos fundadores da moderna psicologia experimental junto com Ernst Heinrich Weber (1795-1878) e Gustav Theodor Fechner (1801-1889). Entre as contribuições que o fazem merecedor desse reconhecimento histórico estão a criação do primeiro laboratório de Psicologia no Instituto Experimental de psicologia da Universidade de Leipzing (Lípsia) na Alemanha em 1879 e publicação de Princípios de Psicologia Fisiólogica em 1873 onde afirmava textualmente que seu propósito, com o livro era demarcar um novo domínio da ciência.

A hipótese de ser a introspecção o método psicológico por excelência foi reforçada a partir de Wilhelm Wundt, onde para ele a psicologia está situada em lugar intermediário entre as Ciências Naturais e as Ciências Morais, a psicologia devia ter-se a análise dos elementos dos processos ou conteúdos mentais (sensações, imagens, sentimentos), á descrição do modo pelo qual esses elementos se conectariam e á descoberta das leis da sua conexão.

Pensava ele que a consciência seria formada por um número finito de elementos sensoriais irredutíveis de modo que a descoberta de suas combinações e relações e das “ leis que governam essas combinações”preencheria todo a problemática da psicologia.

 

Wundt, simplificou muito, as perguntas e dúvidas a que forma submetidos a era contemporânea. Embora convencido de que os caminhos psíquicos merecem estudo cuidadoso e reflexão, ele se convenceu de que, o que parece complexo pode ser dividido em pequenas áreas a serem observadas, individualmente, o mesmo princípio se aplica à mente, dividi-la em unidades individuais, por meio do método empírico, onde facilmente pode se atingir os resultados satisfatórios.

Elementarismo divide a observação de consciência interior e exterior, assim explicou Wundt que não é simplesmente uma outra forma de olhar para o interior ou fora da consciência, mas o método é sempre o mesmo, bastando alterar o “ponto de vista”.

 O estudo e conhecimento do pensamento interior, finalmente encontra sua explicação em externo, através da observação da reacção que pode vir a determinação da consciência subjectiva.

 Em seu laboratório, Wundt submetendo pacientes a perguntas simples que exigem respostas imediatas, com a aplicação e resposta do comportamento do paciente, forneceu assim dados interessantes que ajudaram o psicólogo a elaborar estatísticas feitas em função de tempo de resposta.

 Portanto, o resultado é que o estímulo produz resposta e para a prática de formulação do conhecimento precisa-se analisar o processo mental, correlacionando com o comportamento entre estímulo e resposta e finalmente estudar o como e o porquê dessa reacção.

 

 

 

 4.      CONCLUSÃO

 

O cenário de aparecimento da psicologia (meados do século XIX) estava dominado pelo ideal positivista de ciência proposto por Auguste Comte (1798-1857), que se ocupava da descoberta de leis invariáveis que ordenavam os fenómenos e opunha-se a qualquer tipo de especulação metafísica. As investigações deveriam estar submetidas ao controle experimental e os fatos compreendidos sob um ponto de vista analítico.

A psicologia encontrava-se no seu início, ainda relacionada com a filosofia e portanto, considerada uma matéria reflexiva, marginal dentro do território que ia se concretizando com a hegemonia do ideal positivista de ciência. Entretanto, neste período, já havia estudiosos interessados em produzir uma psicologia científica, com o auxílio da fisiologia ou mesmo da matemática. Tais pensadores antecederam Wundt (1832-1920), considerado pai da psicologia moderna.

Tanto como a corrente positivista e a elementarista tiveram um significado notório no estudo bem como no desenvolvimento da psicologia como ciência, porque o positivismo justificou o uso do método científico em psicologia e definição dos postulados de raciocínio a partir do movimento e o elementarismo defendeu que a compreensão dos fenómenos só podia ser feita a partir da análise dos seus elementos.

 

 

 5.      BIBLIOGRAFIA

 

  1. BOCK, Ana M. Bahia; Furtado, Odair; Teixeira, Maria de Lourdes Trassi. Psicologias: Uma introdução ao estudo de Psicologia. São Paulo, BR: Saraiva.1995;
  2. Brandão, Ana Rute Pinto, a postura do positivismo com relação às ciências humanas (Theoria – Revista Electrónica de Filosofia) Volume 03 – Número 06 – Ano 2011.
  3. http://pt.m.wikipedia.org/wiki/Edward_Titchener (Extraído no dia 23 de Março de 2013, 5:35 PM);
  4. http://pt.m.wikipedia.org/wiki/Wilhelm_Wundt (Extraído no dia 23 de Março de 2013, 5:31 PM);
  5. http://www.scielo.br/pdf/epsic/v3n2/a03v03n2.pdf (Extraído no dia 19 de Março de 2013, 2:15 PM);
  6. http://www.ufrgs.br/museupsi/Texto%201.htm (Extraído no 05 de Março de 2013, 10:58:47 AM).
  7. MESQUITA, Raúl; DUARTE, Fernanda dicionário de psicologia, PLÁTANO EDITORA, S.A. 1ªEdição E-2379-96
  8. VIANA, Nildo. Introdução á Sociologia. Belo Horizonte: Autêntica, 2006;
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Author: O Exame

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